Desde o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff em 2015, PSDB e PMDB voltaram a se reaproximar a nível federal depois de mais de 20 anos da primeira aliança, e olha só que consciência, a primeira aliança ocorreu logo após a renúncia de Collor, que também enfrentava um impeachment.

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Porém na década de 90 ainda estava recente a picuinha entre os caciques dos partidos, afinal, o PSDB nasceu a partiu de uma dissidência do PMDB e quando surgiram no cenário político os tucanos (pasmem, era tido como uma opção progressista de esquerda ao lado de PT e PDT) “chutaram o balde” denunciando práticas ilegais e imorais do PMDB. Por fim a dobradinha não durou muito naquele contexto.

Para avançar sobre a cassação de Dilma, a participação do PSDB no “golpe” palaciano contra o PT foi fundamental; sem contar com o apoio do maior adversário político dos petistas, o PMDB dificilmente derrubaria a então presidenta, afinal, os tucanos possuem a terceira maior bancada na Câmara e no Senado, atrás apenas do PMDB que possui o maior número de congressistas e do próprio PT.

A união dos partidos não parou por aí, tirado do caminho Dilma e PT, a composição do governo Temer deixou claro o namoro, PSDB indicou o maior número de ministros (mesmo que ministro não sendo do partido). Padilha e Alexandre de Moraes, ministro da fazenda e ministro da justiça respectivamente ocuparam ministérios de destaque por indicação tucana (o segundo por sinal foi inclusive indicado e eleito para ocupar uma cadeira no supremo tribunal federal, mesmo estando filiado ao PSDB na época da indicação).

O namoro virou noivado e o casamento já tem data marcada

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Depois do plano de governo lançado por Temer “uma ponte para o futuro” que tem dedos mãos dos psdbistas e seus aliados, negociações vem sendo conduzidas por Aécio Neves (PSDB) e Moreira franco (PMDB) afim de “fechar” uma chapa entre os dois partidos à presidência em 2018 e continuar o projeto anti-PT.  Para a disputa presidencial o provável é que o PSDB será o cabeça de chapa por ter figuras mais conhecidas no cenário nacional, como José Serra, Geraldo Alckmin e o próprio Aécio Neves e o outro fator para ser o PSDB ser o rosto da chapa é o desgaste que o PMDB enfrenta por estar aplicando medidas antipopulares na gestão Temer e por isso está tem índices de popularidade baixíssimos. Porém, o casamento, não ficará somente a nível de disputa presidencial e é ai que está o “X” da questão: PSDB e PMDB possuem enormes desavenças em diversas cidades [aliás nas últimas eleições municipais foram os partidos que mais elegeram prefeitos] e principalmente em alguns Estados. O nosso Estado, o Pará, é um desses em que a anos os dois vem digladiando pelo governo do Estado.

O projeto previsto pelos caciques políticos dos dois partidos prevê uma ampla aliança pelo Brasil a fora, alguns casos como em São Paulo e Minas são mais fáceis de chegar a um acordo, porém o caso do Pará é um nó ainda muito difícil de desatar, mas que parece ter avanços. Helder Barbalho (PMDB), que ficou em segundo lugar na última eleição estadual, perdendo para Simão Jatene (PSDB) que concorria à reeleição, foi ministro do governo Dilma e continua ministro no governo Temer, até o início deste ano não havia mexido uma palha para contribuir com a gestão tucana de Zenaldo Coutinho em Belém, afinal, a capital é o termômetro das eleições, quem sai na frente na capital sai na frente das eleições estaduais e dessa forma, contribuir com o partido adversário em sua gestão na capital seria atirar no próprio pé.

Eis que no mês de fevereiro ministro Helder liberou 27 milhões de reais para a recuperação da orla de mosqueiro; seria esse o prenuncio do hasteamento de uma bandeira branca entre os dois partidos e de uma possível junção deles para as próximas eleições?  Bem, o burburinho que corre é que Aécio (que é presidente nacional do PSDB), em reunião com Jatene na semana passada, intimou o PSDB do Pará a estar na chapa de Helder na condição de vice.

Se concretizada a aliança, nas próximas eleições teremos no mesmo palco aqueles que se acusavam de todas as formas em eleições passadas e essa situação se arrasta pelas cidades do Estado onde as bases desses partidos estão ou estiveram em lados opostos nas eleições e nas gestões.

Em Tracuateua, por exemplo, a atual gestão é do PR (Partido Republicano) através do prefeito Tamariz Cavalcanti, o PR a nível estadual é um dos principais aliados do PMDB, inclusive fazendo oposição a gestão tucana no governo do Estado; o mais obvio é que a cúpula do governo de Tracuateua esteja com Helder Barbalho (que aliás, recebeu dias atrás o prefeito tracuateuense prometendo investimento na cidade); sobra para os tucanos, eles provavelmente seguirão o partido e estarão lado a lado com os que até ontem foram os seus carrascos.

Voltando ao cenário estadual, com a junção dos dois adversários, quem corre por fora da disputa é Edmilson Rodrigues (PSOL); ele que vem se destacando em seu primeiro mandato como deputado federal é muito cotado por setores estudantis, movimentos sociais e sindicatos trabalhistas.

Não seria a primeira vez que Edmilson pegaria o espaço de segunda opção após a união de PSDB e PMDB, em 1997 foi eleito prefeito de Belém justamente nessas condições quando ainda era do PT. Apesar do cenário ser parecido, as condições são outras, muitos acreditam que Helder está com a “faca e o queixo nas mãos” por está construindo sua candidatura a muito mais tempo e agora sem PSDB pelo caminho dificilmente outro tiraria essa eleição dele.

O ditado popular que diz que: “Brasil não é para amadores” aqui cai como uma luva, a política partidária é instável e inconstante, os inimigos de hoje serão os “companheiros” de amanhã, ou melhor, de 2018.

#AgoraVeja - Coluna de Fabrício Monteiro

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